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“Vítimas de fraude no mercado financeiro são investidores inexperientes atraídos por trambiqueiros que sabem explorar o gatilho mental da ganância”

Marcelo de Montalvão

 

 

 

Nesse artigo vamos falar de alguns dos golpes mais comuns no mercado financeiro do Brasil e porque trambiqueiros atraem vítimas e conseguem fazer fortunas com o Esquema Ponzi (imagem destacada), também conhecido como pirâmide financeira ou falso “marketing multinível”.

 

E ensinar como evitar fraudes online, como evitar fraudes no cartão de crédito, dar dicas para evitar fraudes em boletos, e como fazer uma denúncia no Ministério Público Federal (MPF), na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e na Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL).

 

Um alerta a Traders e investidores que sabem fazer dinheiro com seu trabalho e empreendedorismo, mas, confiam em promessas que jamais serão cumpridas.

 

 

Os principais esquemas fraudulentos praticados contra Traders, investidores e o mercado financeiro são os crimes descritos na lei como

 

Estelionato
Fraudes e abusos na fundação ou administração de sociedade por ações
Crime contra a economia popular
Crimes contra o sistema financeiro nacional

Os esquemas fraudulentos mais comuns, os golpes no mercado financeiros que têm “pegado” muitos Traders e investidores desavisados são:

 

1- Esquema Ponzi ou Pirâmide Financeira ou Falso Marketing Multinível

2- Esquema Boiler Room ou Falsa Corretora de Valores Mobiliários

3- Esquema Chupa-cabra ou Clonagem de Cartão de Crédito

4- Corretoras de Bitcoin Fraudulentas

5- Mercado de Câmbio ou Mercado Forex (Foreign Exchange) Simulados

6- Empreendimentos Imobiliários Falsos ou Fundos de Investimento Imobiliário Irregulares

 

Você também vai aprender aqui

 

Como evitar fraudes online

Como evitar fraudes no cartão de crédito

Dicas para evitar fraudes em boletos

Como fazer uma denúncia no Ministério Público Federal (MPF)

Como fazer uma denúncia na Comissão de Valores Mobiliários (CVM)

Como fazer uma denúncia na Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL)

Além da prisão dos fraudadores, como Autoridades policiais, fiscais e regulatórias podem ajudar o mercado?

 

Fique conosco e saiba como evitar cair em um desses golpes e o que você pode fazer para denunciá-los.

 

 

1- Esquema Ponzi ou Pirâmide Financeira ou Falso Marketing Multinível

 

“Eu disse apenas o suficiente para aguçar a ganância e a curiosidade das pessoas”

Charles Ponzi

 

Esquema Ponzi ou Pirâmide Financeira é também conhecido pelas autoridades do mercado financeiro como falso Marketing Multinível, ou ainda, falso Marketing de Rede.

 

São chamadas “pirâmides financeiras” pela sua estrutura piramidal em que os novos integrantes do sistema de pagamentos é uma maioria que sustenta os integrantes mais antigos.

 

Quando cessam as contribuições, a pirâmide desmorona.

 

Falso marketing multinível (MMN) ou de rede porque, sem um produto, serviço ou instrumento financeiro que justifique as contribuições e sua rentabilidade, então o produto é o próprio participante.

 

Sistema parecido com o do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e seu “pacto intergeracional“. Mas, isso é assunto para outro artigo.

 

O Esquema é chamado “Ponzi” porque o primeiro caso oficial, relatado pelas autoridades financeiras dos Estados Unidos da América, teve como fundador Charles Ponzi e sua empresa “Securities Exchange Company” (!), na cidade de Boston (MA), em 1920.

 

Charles Ponzi pagava fantásticos rendimentos aos seus investidores com o dinheiro de novos investidores, em uma pirâmide financeira.

 

Ponzi era charmoso e prometia aquilo que todos queriam ouvir.

 

Ele fundamentava o sucesso dos investimentos em cupons de resposta postal internacional, que nada mais eram que Certificados, que poderiam ser trocados nos Correios por selos, usados para envio de cartas com retorno em resposta do destinatário de outro país.

 

Com o Mercado de Câmbio volátil após a 1ª Guerra Mundial, Charles Ponzi alertava seus clientes que “poderiam ser realizados enormes lucros quando Certificados comprados com liras italianas fossem resgatados nos EUA”.

 

A promessa era de lucro de “100% em 3 meses”.

 

Como muitos dos clientes eram ítalo-italianos e no início Ponzi pagava altas remunerações, as expressões “liras italianas” e “enormes lucros” soavam como música nos ouvidos das vítimas.

 

Quando o jornal Boston Post revelou em excelente trabalho de jornalismo investigativo que Charles Ponzi havia sido condenado pela Justiça por falsificar cheques (“Prenda-me se for capaz”?).

 

E que os Correios não confirmaram a aquisição de tantos Certificados, os cupons de resposta postal internacional, o fluxo de novos investimentos foi abruptamente interrompido.

 

A pirâmide financeira criada por Ponzi desmoronou.

 

Charles Ponzi teria aplicado um golpe de ao menos US$ 10 milhões, o equivalente a US$ 100 milhões nos dias atuais.

 

Ponzi não foi o primeiro nem o último estelionatário a aplicar um antigo golpe conhecido nos EUA como “tirar de Pedro para pagar Paulo”, mas, o tamanho do rombo deu a essa fraude um novo nome.

 

Segundo o biógrafo Mitchell Zuckoff, o Esquema Ponzi foi “o primeiro estrondo da década de 1920”, marcada pela mania de lucro fácil e apostas no mercado de ações que desembocariam no “crash” da Bolsa de Nova Iorque em 1929.

 

Ponzi foi preso em 1934 e deportado para a Itália. Em 1941, desembarcou no Brasil, como funcionário da antiga companhia de aviação italiana Ala Littoria S/A.

 

Não durou muito tempo na empresa e foi viver bairro do Engenho Novo, subúrbio do Rio de Janeiro. Nunca mais deu certo nos negócios.

 

Morreu doente e cego e longe de sua esposa Rose que havia ficada nos Estados Unidos e com quem ainda trocava cartas escritas por um vizinho chamado Antônio.

 

Foi Antônio que avisou Rose que seu marido havia morrido de infarto no Hospital São Francisco dia 18 de janeiro de 1949.

 

O crime compensa? Charles Ponzi morreu pobre, doente e cego no Brasil aos 66 anos de idade.

Fonte: “Ponzi’s Scheme: True Story of a Financial Legend” de Mitchell Zuckoff.

 

 

“Comecei meu negócio com literalmente US$ 500. Em 1987, eu era um cara rico”.

Bernard Madoff

 

Quase 100 anos depois, quem rivalizou com a mesma fama do mago das finanças de Boston foi Bernard Madoff, presidente da Madoff Investment Securities LLC e um dos fundadores da Bolsa de Valores NASDAQ, com ênfase em empresas de tecnologia.

 

Em 2008, “Bernie” Madoff praticou um Esquema Ponzi que teria causado um rombo de mais de US$ 65 BILHÕES, prejudicando clientes de várias instituições financeiras como Fairfield Greenwich Advisors, Tremont Capital Management, Banco Santander, Bank Medici, Ascot Partners, Access International Advisors, Fortis, Union Bancaire Privée, HSBC e muitos outros.

 

O Esquema Ponzi de Bernard Madoff foi considerado a maior a principal fraude no mercado financeiro de todos os tempos, segundo o The Wall Street Journal.

 

O crime não compensa: Bernard Madoff, morto de causas naturais em 14 de abril de 2021 enquanto cumpria pena de 150 anos em uma prisão federal de Butner, Carolina do Norte (EUA).

 

Alguns participantes do Esquema Ponzi sabem que integram uma pirâmide financeira e não estão nem aí, desde que “saiam antes da pirâmide desmoronar”.

 

O problema é que cada participante atrai novos, sejam amigos ou parentes sejam “clientes”, mediante todo tipo de conversa e força de vendas, seja pela Internet seja por telefone ou venda direta porta-a-porta ou “eventos”.

 

Outro problema do Esquema Ponzi é que ninguém sabe exatamente quando a pirâmide financeira vai desmoronar, nem mesmo seus controladores, pois depende do fim dos investimentos dos novos participantes, geralmente ativada por uma denúncia, ou da ganância e disposição dos controladores em fugir com o dinheiro de todos.

 

A maior pirâmide financeira registrada no Brasil foi a do Caso InDeal, que teria lesado aproximadamente R$ 1 BILHÃO sob pretexto de investimento em Bitcoin. Na Operação Fractais (2021), um desdobramento e 3ª etapa da Operação Egypto (2019), a polícia federal investigou supostos “laranjas” que teriam praticado lavagem de dinheiro e sequestrou 170 imóveis avaliados em aproximadamente R$ 80 milhões (Fonte: Agência Brasil).

 

Ganância, o “Gatilho Mental” do Fraudador

 

A característica mais marcante dos “piramideiros” é a oferta de vantagens excessivas, quase milagrosas. São promessas de “riquezas”, “lucro fácil e rápido”, rendimentos de “20% ao mês ou mais” e gordas comissões pela simples indicação de novos participantes (!?).

 

Algumas premiações incluem viagens e iPhones.

 

São promessas que escapam do princípio da razoabilidade, ou seja, são muito boas para serem verdade. E adivinhem a característica mais marcante das vítimas desse tipo de fraude?

 

Acertou quem pensou na “ganância”.

 

As vítimas geralmente sabem dos riscos e até aceitam se arriscar, na esperança de receber o prêmio.

 

É quase um jogo, uma jogatina disfarçada de “investimento”.

 

As vítimas das pirâmides financeiras atuais e falsos Brokers são como “apostadores” em um cassino, felizes quando ganham e revoltados quando não ganham.

 

E só prestam queixa depois que perdem…

 

As promessas mirabolantes são reforçadas pela opinião de um familiar ou amigo da vítima que ou já caiu no golpe e ainda não sabe ou é mais um trambiqueiro de consciência tranquila porque “tá tudo mundo fazendo”.

 

E porque esse familiar ou amigo também foi vítima de sua própria ganância e precisa atrair novos integrantes para o esquema de pirâmide para receber a sua remuneração.

 

E aí entra também o efeito manada.

 

Vendo que “todos estão lucrando”, outras pessoas também querem “lucrar”.

 

Voluntária ou involuntariamente, ou seja, dolosa ou culposamente, uma vítima/participante do esquema fraudulento seguirá um “script” de venda direta para ofertar no mercado um produto ou serviço ou instrumento financeiro que não existe, um pretexto inventado pelos organizadores do “evento”, os verdadeiros autores ou co-autores dos crimes financeiros.

 

Nesses casos de ganância e ambição no mercado financeiro, a linha que separa o trambiqueiro do ganancioso ingênuo é muito tênue.

 

Ninguém é 100% honesto em um esquema de pirâmide financeira ou falso marketing multinível.

 

E não existe juiz, advogado, promotor, psicólogo ou psiquiatra que possam afirmar, com certeza, quem é vítima e quem é bandido.

 

Na verdade, todas as vítimas contribuíram para o sucesso do esquema e só se queixaram após o desmoronamento do esquema ou o fim dos “lucros” astronômicos.

 

Assim como em uma franquia, em que o franqueador encontra franqueados que trabalharão para o negócio sem exigir direitos trabalhistas e ainda pagarão por isso – em troca de parte dos lucros, claro -, o fundador da pirâmide financeira fará das vítimas revendedores leais de suas promessas mirabolantes justamente porque, no início, acreditaram nas promessas ou até mesmo receberam algum adiantamento.

 

Como disse, ninguém em uma pirâmide é 100% inocente.

 

 

Organograma e sistema de uma pirâmide financeira clássica.

 

 

Como Detectar uma Pirâmide Financeira

 

Um dos alertas que a Montax Inteligência faz aos clientes é “atenção para retornos muito acima daqueles praticados pelo mercado”.

 

Não importa o fundamento ou “ativo” objeto do “investimento”, se Certificados dos Correios, cupons de resposta postal internacional, ouro, boi, avestruz, selos, leite, quotas de imóveis, Bitcoin, câmbio, opções binárias: Se a promessa é de retorno financeiro (lucro) de mais de 20% (vinte por cento) ao ano, desconfie!

 

O Esquema Ponzi é de longe o principal esquema fraudulento do mundo de todos os tempos porque se disfarça de todo tipo de pessoa, organização, ativo financeiro ou modalidade de investimento.

 

 

2- Esquema Boiler Room ou Falsa Corretora de Valores Mobiliários

 

Boiler room” é uma expressão sem tradução no Brasil.

 

Pode ser traduzido literalmente como “sala da caldeira”, provavelmente em alusão ao local onde os clientes “frios” são “esquentados”, ou seja, onde potenciais clientes (“leads”) são convertidos clientes efetivos, compradores.

 

A expressão também pode ser traduzida como “inferninho”, em alusão ao local de trabalho. Salas com muitas, muitas pessoas trabalhando de forma frenética.

 

Boiler rooms são call centers onde Corretores de ações poliglotas e picaretas telefonam para Traders inexperientes e investidores incautos vendendo ações e outros ativos que não existem.

 

Como eles conseguem fazer isso?

 

De novo, com o gatilho mental da ganância além de outras técnicas de persuasão como o desafio (“está com medo?”), escassez, urgência e o efeito manada (“vai perder essa oportunidade?”).

 

É um esquema de fraude de investimento que depende de técnicas de engenharia social, do logro e engano para manipular investidores.

 

Atualmente, basta um site de visual moderno para atrair as vítimas.

 

Segundo a Europol, uma investigação revelou que uma organização criminosa havia lucrado aproximadamente 3 bilhões de euros com esse esquema.

 

As vítimas são atraídas por sites bonitos e ofertas de “crédito para uso da plataforma e investimentos” apoiados por anúncios no Google, Facebook e Instagram.

 

Segundo a União Europeia, “os fraudadores ligam para suas vítimas e as pressionam a investir em ações inexistentes ou de valor muito baixo. Os criminosos costumam usar documentos e certificados falsos para apresentar sua empresa e ações como legítimas“.

 

Geralmente vendem ativos financeiros que não existem e somem com sua grana, mas, às vezes vendem ativos por preços muito superior aos praticados no mercado.

 

Ou simplesmente vendem ativos financeiros ruins ou muito arriscados como se fosse uma “pechincha” ou “oportunidade imperdível” para investidores não qualificados ou pouco sofisticados. Perda certa.

 

São lobos ao telefone tentando arrancar dinheiro de qualquer um que se cadastrou em seu site na Internet, revelando ter potencial para ser um “investidor”.

 

A boiler room e seus Analistas (“Brokers”) podem funcionar de qualquer lugar do mundo, e sua empresa e contas bancárias costumam ser offshores em Paraísos Fiscais e seu Domínio de Internet em provedor de país secreto.

 

“Analistas de investimentos” enviam mensagens via WhatsApp ou Telegram ou ligam de telefones VoIP, tudo para não serem rastreados.

 

Eles convencem as vítimas a investir “no exterior”, mas, pedem para realizar depósitos em empresas de meios de pagamento eletrônico do Brasil (?!), geralmente usadas para a lavagem de dinheiro. Os R$ (reais) arrecadados são convertidos em Bitcoin e outros criptoativos, e depois depositados nas carteiras virtuais (“Wallets”) dos líderes da organização criminosa.

 

Os Analistas nacionais ficam com uma parte, é claro.

 

É só pedir para conversar por WhatsApp ou Skype por transmissão de imagens para ver o rosto do “Analista de investimentos” que ele desaparece.

 

Nesse tipo de esquema são praticados muitos, muitos crimes, desde falsidade ideológica passando por estelionato, crime contra a economia popular, crimes contra o sistema financeiro nacional e organização criminosa (outrora chamado de quadrilha ou bando).

 

A “cereja do bolo” são os crimes de sonegação fiscal e crimes de “lavagem” ou ocultação de bens, direitos e valores, presentes em praticamente todos os crimes financeiros, quer porque o fraudador não declara nem recolhe impostos dessa atividade econômica, quer porque utiliza de contas bancárias de interpostas pessoas (“laranjas”) para escapar das agências de Inteligência Financeira.

 

Clique na imagem e assista ao trailer do filme Boiler Room (2000), menos famoso que o concorrente “O Lobo de Wall Street”.

 

Saiba mais sobre pirâmides financeiras atuais, boiler rooms e lavagem de dinheiro nos artigos

 

Muito Além de “O Lobo de Wall Street”: Pirâmides Financeiras Atuais São Globais e Oferecem Bitcoin, Mercado Forex e Opções Binárias

História da Guerra à Lavagem de Dinheiro no Brasil – E o Grande Reformador das Políticas de Estado Nesse Sentido, o Ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos.

 

 

3- Esquema Chupa-cabra ou Clonagem de Cartão de Crédito

 

O chupa-cabra é aquele ser sobrenatural da lenda rural a quem algumas comunidades da América Latina atribuem a culpa pela morte de cabras, galinhas e outros animais.

 

Fazendeiros perdiam parte da criação animal, que estranhamente não era mordida, mas, tinha seu sangue “chupado”.

 

Sangue é vida, e o “esquema chupa-cabra” nada mais é o roubo de dados e informações de cartões de crédito de terceiros para serem usados em compras fraudulentas.

 

Ele chupa os dados de seu cartão e “esvazia” seu crédito.

 

Antigamente, os fraudadores instalavam pequenos dispositivos magnéticos próximo dos caixas eletrônicos de bancos para extrair dados dos cartões das vítimas (“skimming”).

 

Ou simplesmente um comerciante desonesto fotografava a frente e o verso do seu cartão em um momento de descuido, acessando nome, número, validade e código de segurança (que somente no American Express não fica no verso), para realizar compras online.

 

Atualmente, Hackers criam sites de vendas online falsos com ofertas tentadoras – de novo, a ganância – apenas para coletar os dados dos cartões de crédito das vítimas!

 

DICA DE SEGURANÇA

Como Evitar Fraudes no Cartão de Crédito

 

Simplesmente anote, decore e apague o “Código de Segurança” dos seus cartões de crédito.

 

O código de segurança são aqueles 3 números que constam do verso – só no Amex consta na frente do cartão -, e sem os quais você não faz compras pela Internet.

 

É por meio dessas compras que agem a maioria das quadrilhas, ou pessoalmente quando você entrega um cartão de crédito em bares e boates frequentadas por muitos turistas.

 

É um jeito simples de como evitar fraudes no cartão de crédito.

 

A boa notícia é que algumas operadoras de cartões de crédito como MASTERCARD e VISA devolvem o dinheiro roubado se a vítima da fraude solicitar um Chargeback (estorno).

 

Para isso, o titular do cartão deve documentar todas as etapas de uma transação fraudulenta – até mesmo compras que ele próprio fez em sites piratas -, e realizar um Chargeback junto ao banco emissor do cartão-de-crédito, que entrará em contato com a administradora do cartão de crédito (bandeira) para o cancelamento do negócio e a devolução do dinheiro.

 

Mais detalhes sobre Chargeback nos documentos Chargeback Guide – Mastercard e Dispute Resolution Visa.

 

Segurança da informação (Cybersecurity): O roubo de dados e informações para a fraude mediante a clonagem cartões de crédito é chamado nos Estados Unidos e Europa de skimming

 

 

4- Corretoras de Bitcoin Fraudulentas

 

Os fraudadores agem do mesmo modo que em uma Boiler Room, atraindo-o com sites bonitos, vendendo aquilo que não possuem por telefones VoIP e prontos para “sumir” depois de tirar todo seu dinheiro.

 

Com a diferença que o ativo financeiro “Bitcoin” está na moda e a procura por ele é tão grande que os fraudadores nem precisam te telefonar: Um site bonito captura seus dados e envia um meio de pagamento eletrônico e a vítima pensa estar investindo em Bitcoin.

 

A Corretora de Bitcoin pode ser considerada fraudulenta apenas porque tem cláusulas contratuais abusivas e cobra taxas de serviços extorsivas.

 

Porém, os fraudadores podem simplesmente clonar um site de uma Corretora de Bitcoin séria (“phishing”) para capturar seus dados de cartão de crédito (“skimming”) ou receber pagamentos indevidos.

 

São sites falsos de Corretoras honestas que atraem suas vítimas com ofertas de “Bitcoin grátis”!…

 

A ganância não para de prejudicar investidores iniciantes…

 

 

5- Mercado de Câmbio ou Mercado Forex (Foreign Exchange) Simulados

 

Algumas plataformas de negociação do Mercado de Câmbio ou Mercado Forex (Foreign Exchange), ou de Opções Binárias e Outros Derivativos são falsas!

 

Esses instrumentos financeiros existem, são sofisticados e arriscados, mas, são irregulares no Brasil.

 

E são criminosos quando oferecem softwares ou plataformas de negociação falsas desses contratos.

 

Esses softwares piratas não realizam negócios senão uma simulação do negócio, de modo que seu dinheiro está em realidade em uma conta bancária do fraudador.

 

A vítima pensa que opera, mas, não opera nada e o resultado da simulação é primeiramente te dar lucro para convencê-lo a realizar mais depósitos e, depois, você “perde tudo”.

 

É como um home broker, uma plataforma de negociação de ações de companhias da Bolsa de Valores, só que exclusiva para o Mercado Forex não autorizasdo no Brasil pela CVM, e ainda por cima falsas.

 

Mercado de Câmbio ou Mercado Forex (Foreign Exchange) são contratos de negócios que têm como objeto a variação cambial entre duas moedas, logo, configuram investimentos sofisticados de renda variável e podem resultar tanto em ganhos como em perdas.

 

Eles são irregulares no Brasil.

 

Esses instrumentos financeiros têm características de derivativos e são ofertados ao público geralmente por meio da Internet.

 

É proibida a oferta de derivativos no Brasil por instituição financeira (IF) estrangeira não regulamentada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ou por intermédio de empresa nacional não cadastrada na CVM.

 

É crime de estelionato ou crime contra a economia popular, ou ainda, crimes contra o sistema financeiro nacional.

 

A oferta irregular por falso Analista de Valores Mobiliários ou Consultor de Valores Mobiliários ou Prestador de Serviço de Administração de Carteiras também pode configurar a contravenção penal de exercício ilegal da profissão (artigo 47 da Lei de Contravenções Penais).

 

A simples oferta desses instrumentos financeiros para Traders e investidores inexperientes é uma fraude.

 

Porque as perdas são quase certas e apesar disso os donos das plataformas (softwares) de negociação não estão preocupados com isso.

 

Eles lucram com cada negociação.

 

Comprou ações de R$ 1 milhão pelo preço de R$ 3 milhões?

 

Não tem problema, o Corretor da bolsa vai ganhar sua comissão.

 

Vendeu o mesmo lote de ações que comprou pelo preço de R$ 1 milhão e ficou no prejuízo?

 

Sem problemas para o Corretor da bolsa, que ganhará mais uma vez a comissão.

 

Mesmo se a comissão de corretagem for menor, ele ganha com o volume de negociações.

 

Entendeu agora porque todas as Corretores querem ver você virar um “Trader profissional” ou investidor “desbancarizado”?

 

Continuem operando, com ou sem lucro….

 

Brokers, Corretoras e firmas de investimento agradecem…

 

 

6- Empreendimentos Imobiliários Falsos ou Fundos de Investimento Imobiliário Irregulares

 

Esse é outro golpe que atrai investidores inexperientes motivados pela ganância.

 

A diferença é que o golpe do falso empreendimento imobiliário ou investimento em fundos de investimento imobiliário irregulares é que o ativo financeiro usado para atrair a vítima é um ativo fixo imobiliário, um imóvel ou fração de imóvel.

 

Considerado o investimento mais conservador e ativo financeiro predileto dos brasileiros, o imóvel atrai pela sensação de segurança e solidez do negócio.

 

Acrescente liquidez ao investimento em imóveis, tradicionalmente um ativo sem liquidez, e voilá!

 

Parece um investimento dos sonhos.

 

Os trambiqueiros prometem isso mediante plantas de projetos imobiliários e instrumentos jurídicos e financeiros cercados de segredos, como se o investidor fosse fazer parte de seleto “clube” de investidores.

 

São espécies de fundos de investimento imobiliário, só que sem CNPJ próprio de fundo de investimento, muito menos registrados na Bolsa de Valores ou Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

 

O fraudador cobra uma taxa a título de investimento em quotas de uma “Unidade do empreendimento”.

 

Dependendo da estrutura societária da construtora ou incorporadora, é um crime de estelionato ou fraudes e abusos na fundação ou administração de sociedade por ações ou crime contra a economia popular, ou ainda, crimes contra o sistema financeiro nacional porque o fraudador realiza uma oferta pública de investimento em contratos coletivos de compra-e-venda de imóveis.

 

No papel, são chamados geralmente de “Quotas de Participação em Empreendimento Imobiliário” ou “Quotas de Sociedade em Conta de Participação (SCP)”, espécie de empresa de fato que está prevista em lei e a própria lei isenta os sócios de registrar a empresa em um cartório de Notas ou Junta Comercial.

 

A intenção do legislador era boa, mas, tem gente maliciosa que se aproveita para fazer “contratos de gaveta” que dificultam o resgate dos valores investidos e dos quais candidatos a investidores ou sócios participantes não podem consultar cartórios de Notas ou Juntas Comerciais para saber mais sobre a natureza e o histórico do empreendimento.

 

Empreendimentos imobiliários fajutos são ofertados geralmente por empresas construtoras ou incorporadoras falsas, que só existem no papel e em site bonito na Internet.

 

Algumas têm escritórios elegantes em bairros nobres, porém, são “construtoras” que nunca construíram nada. Tudo é lindo e maravilhoso em suas propostas, maquetes, croquis e imagens ilustradas e dinâmicas em seus sites, porém, nada disso nunca saiu e nunca “sairá do papel”.

 

Muitos investidores ignoram que esse negócio integra o mercado financeiro.

 

O ofertante e suas empresas/CNPJ geralmente escapam da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por falta de denúncias. Mas, respondem várias ações judiciais cíveis de cobrança e indenização.

 

Um modo simples de evitar cair nesse tipo de golpe é solicitando o

 

a) portefólio de empreendimentos imobiliários de construção ou incorporação da companhia efetivamente erguidos e

b) cópia da Certidão de Matrícula do imóvel onde será construído o empreendimento imobiliário.

 

Desconfie se faltar um ou outro ou se o portefólio apresentado for o de outra companhia ou se o nome do empreendedor imobiliário não constar da Matrícula do imóvel.

 

 

Como evitar fraudes online

 

Para evitar cair nos golpes de Piramideiros, Brokers picaretas e falsos sites de Corretoras de Bitcoin, recomendamos uma breve pesquisa acerca da reputação da marca e do Domínio de Internet, instrumento de conexão entre a organização criminosa e as vítimas.

 

Sim, se a marca for famosa e gozar de boa reputação é importante saber se não se trata de um site pirata, falso, o que podemos descobrir pelo Domínio de Internet.

 

Desconfie sempre de Domínios de Internet .com (sem o .br).

 

O primeiro local de consulta deve ser o Google.

 

Coloque o nome da empresa suspeita “entre aspas” no famoso buscador + a palavra “fraude” ou “golpe”, ou ainda, “scam” (golpe em Inglês).

 

Use também a expressão “CNPJ” para tentar descobrir se a empresa tem registro na Receita Federal do Brasil (RFB).

 

A maioria das Boiler Room só tem um site na Internet e não têm registro no Brasil.

 

Depois, com o nome ou CNPJ consulte o Cadastro Geral da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

 

Se a Corretora de investimentos não constar do Cadastro Geral da CVM, atenção! Ela não tem autorização para negociar ativos financeiros.

 

Por fim, e o mais importante, consulte empresas de proteção do consumidor e de clientes do mercado de ações, tanto do Brasil quanto do exterior como a ReclameAQUI, Forex Peace Army e Trustpilot.

 

Mas a falta de antecedentes não quer dizer muita coisa se o site é novo, criado recentemente.

 

Portanto, fique alerta para empresas novatas ou que não têm company page no LinkedIn ou Glassdoor.

 

Se o Domínio de Internet for .com.br, ou seja, registrado no Brasil, é fácil descobrir seu proprietário no Whois do Registro.BR.

 

Abaixo, realizamos um tutorial de como identificar o proprietário de um site para consultar o nome dele n Google e nos Tribunais de Justiça.

 

Nesse vídeo ensinamos como consultar um Domínio de Internet para a prevenção de fraudes online ou mesmo identificar o proprietário do Domínio de Internet, para comsulta de antecedentes e penhora desse ativo financeiro para a solução de dívidas.

 

 

Dicas para evitar fraudes em boletos

 

Basta consultar o Domínio de Internet do remetente do e-mail com o boleto suspeito.

 

Consulte também o banco e agência destinatária dos valores a serem pagos, mediante uma simulação de pagamento na Internet ou caixa eletrônico.

 

Eu disse “simulação”: Não pague nada antes de ter certeza.

 

Como fazer uma denúncia no Ministério Público Federal (MPF)

 

Se você não pesquisou antes e acabou sendo vítima de fraude no mercado financeiro, recomendamos tomar providências junto ao Ministério Público Federal e outras agências de Estado.

 

Empresas de Inteligência & Investigações como a Montax Inteligência, para a identificação dos fraudadores, coleta de provas e reunião de vítimas para ações em conjunto, e Escritórios de Advocacia Especializados em Direito Penal Econômico como o Fernando Martins Advogados que pode ajudá-lo com os conceitos legais e a desenvolver as ações de recuperação de ativos financeiros que se seguem:

 

a) Documente todo o passo-a-passo da fraude, especialmente com provas do pagamento ou entrega do dinheiro como comprovantes de depósito e transferência bancária;

b) Realize pesquisa, por conta própria ou com ajuda de especialistas em investigação de crimes financeiros, para a coleta de provas e para listar a maior quantidade de vítimas possível, com nome completo e CPF ou registros de reclamações no ReclameAQUI;

c) Protocole uma Representação inicial (denúncia) na página de serviços online do Ministério Público Federal (MPF) de estelionato e/ou crime contra a economia popular e/ou crimes contra o sistema financeiro nacional e/ou organização criminosa e/ou sonegação fiscal e “lavagem” ou ocultação de bens, direitos e valores.

 

ATENÇÃO: O Ministério Público Federal não pode atuar como seu Advogado e defender interesses particulares senão defender direitos coletivos e interesses difusos, logo, se você não demonstrar que o prejuízo foi generalizado, de toda a sociedade ou grupo de investidores, sua Denúncia não será aceita.

 

 

Como fazer uma denúncia na Comissão de Valores Mobiliários (CVM)

 

A vítima deve seguir o mesmo passo-a-passo da Representação inicial (denúncia) do MPF, porém, pedir a abertura de um Processo Administrativo Sancionador na página de Consultas, Reclamações e Denúncias da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

 

 

Como fazer uma denúncia na Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL)

 

Isso mesmo, na Anatel! Muitas boiler room e pirâmides financeiras atuais são empresas e negócios sem registro na Receita Federal do Brasil (RFB) e usam um site ou página no Facebook.

 

São empresas online offshore de crimes cibernéticos, crimes online, logo, crimes telemáticos que podem e devem ser investigados pela agência de Estado responsável pela concessão de licenças de telecomunicações.

 

Se dependem da Internet, os criminosos cibernéticos precisam de um Provedor de Internet e linhas de telefone VoIP, telefones de Internet.

 

Se o Provedor de Internet que abriga o site picareta tiver filial ou representante no Brasil, a vítima de fraude online deve Registrar Reclamação no site da Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL).

 

 

Além da prisão dos fraudadores, como Autoridades policiais, fiscais e regulatórias podem ajudar o mercado?

 

A prisão dos fraudadores é importante, quer porque persuade outros fraudadores a abandonar práticas fraudulentas, quer porque leva o fraudador preso a “transações penais” e Acordos de Leniência: Sem sua prisão, o fraudador não devolve o dinheiro das vítimas, não informa esconderijos de dinheiro em espécie, contas bancárias nem tampouco Wallets ID onde armazenou Bitcoin e outros criptoativos.

 

Mas, além da prisão, existem outros mecanismos repressores, dissuasórios e preventivos de fraudes tão eficazes quanto a repressão penal clássica.

 

Vamos listá-los e exemplificá-los.

 

a) Alertas eficazes online e nas redes sociais frequentadas pelas vítimas

 

Fraudes online não só desaparecem com o dinheiro que capturou, mas, tem como principal característica capturar “clientes” online.

São sites de design fantástico, home brokers “grátis” e amigáveis (fáceis de usar), anúncios no Facebook, Instagram e YouTube com promessas de ganhos elevados e rápidos.

 

Tudo com o suporte de “Analistas” que te atendem via WhatsApp ou Telegram ou outro número VoIP de difícil rastreamento.

 

Policiais, Fiscais de renda e Analista das CVM devem analisar a conveniência e oportunidade de criar um site específico com a comunicação social de que a empresa ou site na qual faz referência é uma fraude.

 

Exemplo: Se as Autoridades chegaram a conclusão que a empresa “Exemplo Trading Company” é uma fraude, devem criar um site www.exemploefraude.com.br com a descrição dos fatos que levaram as Autoridades a chegar a essa conclusão e alertar clientes e potenciais clientes para que “não caiam em golpes”.

 

E publicar anúncios online!

 

Essa comunicação social deve ser estendida aos locais onde o fraudador recruta suas vítimas, no caso Facebook, Instagram e YouTube etc.

 

A verba para anúncios anti-fraude não precisa ser elevada e pode ser quitada com o dinheiro dos impostos ou crowdfunding, financiamento coletivo em um ou mais dos vários sites especializados com a mensagem “Ajude as Vítimas da Exemplo Trading Company”.

Por fim, Autoridades devem realizar, eles próprios, reclamações oficiais com o Brasão (insígnia) de suas agências de Estado em sites de proteção a consumidores e investidores como o ReclameAQUIForex Peace Army e Trustpilot.

 

A ideia é lutar no campo de batalha do fraudador (online) e vencê-lo!

 

Ao criar alertas eficazes, Autoridades ajudam incautos e algumas vítimas em potencial que consultam o Google com a frase “Exemplo Trading Company é confiável?” e tornam o alerta “viral”, prevenindo “pirâmides financeiras”, “correntes financeiras” ou “bola de neve” e outros Esquemas Ponzi .

 

b) Lista negra online de empresas e sites fraudulentos

 

Não adianta criar um site específico para cada empresa fraudulenta, muito menos criar “Alertas” numerados e específicos publicados em Diários Oficiais e outros canais que as vítimas não costumam acessar.

 

Policiais, Fiscais de renda e Analista das CVM devem analisar a conveniência e oportunidade de criar uma lista negra online com a comunicação social de todas as empresa ou sites fraudulentos.

 

E anunciar a lista negra online nas redes sociais.

 

Seria uma espécie de ReclameAQUI oficial da Polícia Federal, Receita Federal do Brasil (RFB) e Comissão de Valores Mobiliários (CVM), porém, com chance de “resposta” somente mediante a identificação dos diretores da empresa ou donos do site, com Contrato Social e Alterações societárias originais e traduções juramentadas, registros de Domínio de Internet, comprovantes dos convênios do home broker com a Bolsa de Valores onde são listados os investimentos e transações e o nome e CPF do representante no Brasil.

 

Sem resposta válida com a documentação necessária, as Autoridades simplesmente não retirariam o nome e site da empresa fraudulenta de sua lista negra online.

 

FIM

 

Quê preciso para a Montax Inteligência analisar meu caso?

 

Para analisar a conveniência e oportunidade de realizar ações de busca, identificação de fraudadores e recuperação de ativos financeiros, Montax precisa que o credor ou vítima de fraude envie um e-mail para montax@montaxbrasil.com.br de Assunto “Inteligência Financeira” ou “Recuperação de Ativos” e entregando os dados, informações e provas que se seguem:

 

a) CNPJ/CPF ou nome completo das pessoas de interesse;

b) Valor que pretende recuperar;

 

Com essas informações, entregaremos orçamento de serviços de Inteligência Financeira.

 

 

Depoimentos de clientes

 

Você, Advogado, Administrador de ativos ilíquidos ou Cobrador autônomo, precisa localizar pessoas e bens para a Recuperação de Ativos ou realizar Due Diligence sobre as empresas e fundos de investimento, ou ainda, Compliance PLDFT (prevenção à lavagem de dinheiro e financiamento ou terrorismo) ou Compliance KYC (conheça seu cliente)?

 

Então adquira nosso curso online Sucesso em Execução e Penhora, Manual do Credor – Inteligência Financeira à Busca de Bens e Recuperação de Créditos

Saiba mais sobre o Manual do Credor e leia os depoimentos de profissionais que o adquiriram AQUI.

 

 

POSFÁCIO OU “PERDOAR TALVEZ DESISTIR, JAMAIS”

 

Você sabe que caiu em um golpe quando aquele Corretor ou “Analista de Investimentos” que te passou uma conta bancária para depósito está te enrolando para devolver os valores investidos, ou o que é pior, ele não atende mais seus telefonemas.

 

Pensando em várias vítimas – e até colegas Advogados – que nos procuram pedindo ajuda para solucionar um caso de pirâmide financeira, muitos deles sem condições de contratar um Advogado criminalista, decidimos criar um Modelo de Notícia de Crime, de “denúncia” de Esquema Ponzi (“pirâmide financeira”), onde listamos os principais crimes, conforme a Lei Penal do Brasil, no caso:

 

1- Estelionato

2- Fraudes e abusos na fundação ou administração de sociedade por ações

3- Crime contra a economia popular

4- Crimes contra o sistema financeiro nacional (crimes do colarinho branco)

5- Lavagem de dinheiro ou ocultação de bens

 

Nosso Modelo de Notícia de Crime vai te ajudar a fazer a reclamação no órgão certo, do jeito certo e poderoso de busca e recuperação de ativos, independentemente de a vítima ter realizado investimentos em Inteligência Financeira & Investigação Patrimonial.

 

Esse Modelo de Notícia de crime é somente para aqueles que podem até ter perdoado seus malfeitores, mas, não desistirão e jamais sossegarão em tentar recuperar ativos desviados de fraudes.

 

QUANTO CUSTA?

 

O Modelo de Notícia de Crime custa apenas R$ 297,00, quantia que não deve representar nem 1% do que você pode ter perdido com a fraude.

 

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SOBRE O AUTOR

MARCELO CARVALHO DE MONTALVÃO é diretor da Montax Inteligência, franquia de Inteligência & Investigações que já auxiliou centenas de escritórios de advocacia e departamentos jurídicos de empresas como PSA Group (Peugeot Citroën), Cyrela, LG Eletronics, Localiza Rent A Car, Sara Lee, Kellog, Tereos, Todeschini, Sonangol Oil & Gas, Chinatex Grains and Oils, Generali Seguros, Estre Ambiental, Magneti Marelli, Banco Pan, BTG Pactual, Banco Alfa, W3 Engenharia, Geowellex, Quantageo Tecnologia e muitas outras marcas.

Especialista em Direito Penal Econômico e solução de crimes financeiros como estelionato (fraude), fraude a credoresfraude à execuçãoevasão de divisas e “lavagem” ou ocultação de bens, direitos e valores.

Autor do livro Inteligência & Indústria – Espionagem e Contraespionagem Corporativa.

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Crise de emprego, redução da taxa Selic e acesso à informação e educação financeira – especialmente no YouTube – levaram muita gente a investir em renda variável e tentar a vida como Trader, investidor profissional do mercado financeiro.

 

Economistas ou não, o fato é que muitas pessoas realizam cursos de Agente Autônomo de Investimentos (AII) reconhecidos pela ANBIMA ou simplesmente de “Traders”, sem homologação alguma, na esperança de alavancar sua carreira e sua vida.

 

Praticamente todos os Traders já receberam falsas propostas de investimentos ou foram vítimas da fraude da moda: Pirâmides Financeiras (Esquema Ponzi) travestidas de corretoras online (“Brokers”) que oferecem rentabilidade muito acima da média do mercado internacional com ofertas de Bitcoin, Mercado Forex e Opções Binárias e plataformas de investimentos e simuladores como MetaTrader.

 

Empresas fraudulentas listadas por agências de Inteligência Financeira em todo mundo, como as desta lista aqui, são registradas em Paraísos Fiscais e usam o gatilho mental da ganância para enganar investidores e Traders inexperientes.

 

Golpistas induzem as vítimas a investir no mercado internacional, em ações de empresas listadas em Bolsas de Valores do exterior, derivativos, Bitcoin, Mercado Forex e Opções Binárias.

 

Essas fraudes contra pequenos investidores e aspirantes a Traders têm aumentado bastante na Internet.

 

Na verdade é uma verdadeira pandemia.

 

As vítimas são atraídas com ativos financeiros da moda como Bitcoin e outras criptomoedas e apostas no Mercado Forex, opções binárias e ações de empresas negociadas em Bolsas de Valores do mundo todo.

 

E com plataformas de treinamento e de investimento falsas que revelam “altas” de Bitcoin e outros cripto-ativos e lucros de aplicações financeiras que existem somente nos sistemas informatizados dos fraudadores.

 

O modus operandi é sempre o mesmo: Depois de captar recursos com promessas de elevados retornos do investimento, os “Analistas” das corretoras de valores online simplesmente desaparecem.

 

No caso das corretoras de Bitcoin, seu “CEO” pode alegar que foi “hackeado” e roubaram os Bitcoins de clientes custodiados na carteira digital (wallet) da corretora (!?).

 

Os fraudadores conseguem enganar uma quantidade enorme de clientes com base em um antigo e poderoso gatilho mental: A ganância.

 

Eles oferecem retornos sobre o investimento muito acima do mercado, comissões pela indicação de novos participantes e prêmios como iPhones, viagens e outros artigos de luxo.

 

Essas falsas corretoras de valores e firmas de investimentos estrangeiras tem site específico em Português e também exploram imagens de celebridades e ícones do capitalismo e anunciam no Google, YouTube, Facebook e Instagram.

 

Esses negócios online são operações do crime organizado transnacional (Decreto 5.015/2004).

 

Sobre fraudes online do crime organizado transnacional, leia nosso artigo LBLV, Ronaldinho Gaúcho e o Esquema FSM – Estudo de Caso da Montax.

 

Este artigo vai ajudar Traders inexperientes na prevenção de fraudes. A descobrir como corretoras online de Bitcoin, Mercado Forex e Opções Binárias enganam Traders e pequenos investidores!

 

Vamos explicar de forma simlpes e detalhada como funciona a indústria de fraudes online de investimentos no exterior em Bitcoin, Mercado Forex e Opções Binárias.

 

Ao final, listamos dados e informações necessárias para analisar um caso de fraude internacional e oferecemos um curso online de Inteligência Financeira – Due Diligence, Pesquisa de Bens & Compliance de Prevenção a Lavagem de Dinheiro – Roteiro de Proteção e Recuperação de Ativos.

 

O que falaremos nesse artigo:

 

  • Quem quer ser um Trader?
  • Qual a diferença do Analista de Investimentos para o Trader?
  • O que é Pirâmide Financeira (Esquema Ponzi)?
  • Quem opera as corretoras online de fraudes internacionais (“Brokers”)?
  • Como saber se a corretora online é fraudulenta?
  • Por que Traders de Bitcoin, Mercado Forex e Opções Binárias?
  • O que fazer em caso de fraude?
  • Quê preciso para a Montax Inteligência analisar meu caso?

 

Preparado para aprender mais sobre fraudes de corretoras online internacionais? Vamos lá!

 

 

Quem quer ser um Trader?

 

A maioria dos que sonham em trabalhar como investidores profissionais e operar com mercados nacionais e internacionais como Traders são jovens ambiciosos porém sem educação formal.

 

Eles não têm Diploma de Economista ou Analista de Investimento ou Agente Autônomo de Investimentos (AII) registrados pela ANBIMA.

 

Traders são autodidatas e aprendem com cursos online aleatórios ou vídeos do YouTube, uma característica da Era Digital.

 

O Trader clássico geralmente é ansioso o bastante para enfrentar o tempo e as burocracias do bacharelado em Economia ou curso de Agente Autônomo de Investimentos (AII) e ganancioso o suficiente para correr mais riscos.

 

Traders gostam de operar ao estilo “O Lobo de Wall Street” e preferem opções de maior risco e alavancagem!

 

 

Qual a diferença do Analista de Investimentos para o Trader?

 

Apesar da expressão “Autônomo”, o Agente Autônomo de Investimentos (AII) está, em realidade, obrigatoriamente vinculado a uma Corretora de Valores Mobiliários ou Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM).

 

Analistas de Investimentos geralmente têm Diploma de Economia, Engenharia ou Administração e o Agente Autônomo de Investimentos (AII) realizou curso preparatório específico aprovados e registrado na Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA).

 

E pagam anuidades à ANBIMA e à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

 

Em outras palavras, perdem um tempão com formação e atuam de forma bastante regulamentada.

 

Já os Traders ou não têm formação acadêmica ou têm em áreas não relacionadas a Economia & Finanças, não estão vinculados a corretoras de valores alguma e não estão submetidos a agências de regulamentação profissional e do mercado.

 

Traders geralmente sequer estão no “radar” da ANBIMA e Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que ou não exercem fiscalização sobre eles ou exercem de forma muito superficial ou ineficaz.

 

 

O que é Pirâmide Financeira (Esquema Ponzi)?

 

Pirâmide Financeira é também chamada “Esquema Ponzi” porque o primeiro fraudador documentado da História a operar esse golpe foi o ítalo-americano Charles Ponzi nos Estados Unidos da América da década de 1920.

 

É um esquema fraudulento matematicamente simples porém muito sofisticado do ponto-de-vista da engenharia social em que um “fundador” convida um grupo de 6 ou 7 pessoas para realizar um “investimento”, com  a promessa de dobrar ou triplicar o investimento ou de pagar “juros” de 10% ou mais ao mês sobre o principal, desde que o investidor traga para o grupo outros 6 ou 7 investidores, e que cada um deles tenha o mesmo propósito e intenção: Trazer novos investidores.

 

O organograma ou fluxograma do grupo de investidores tem um formato de pirâmide e seus controladores – geralmente o fundador e primeiros investidores – não realizam De facto investimento algum e pagam a si próprios e aos investidores mais antigos com o dinheiro arrecadado dos investidores mais recentes.

 

A notícia de pagamentos muito acima da média do mercado se espalha, atraindo novos investidores.

 

Chamamos isso de “gatilho mental da ganância”, quando o fraudador usa da ganância da própria vítima para enganá-la.

 

Na medida que encerram os recursos com o pagamentos de muitos investidores ou com o fim da entrada de novos investidores no grupo, a pirâmide “desmorona” deixando a maioria das vítimas sem sequer o investimento principal.

 

A maioria das vítimas não têm ciência de que a oferta se trata de um esquema de pirâmide financeira, mas, em alguns casos algumas “vítimas” sabiam que se tratava de um Esquema Ponzi… E até planejavam “sair do grupo” e retirar dinheiro antes do desmoronamento da pirâmide…

 

Como explicaremos adiante, corretoras online de fraudes internacionais utilizam o mesmo gatilho mental da ganância com simulações de investimentos que existem somente na tela do computador, apenas para convencer as vítimas e “investir” cada vez mais.

 

Imagem fotográfica de Charles Ponzi (1920)

 

 

Quem opera as corretoras online de fraudes internacionais (“Brokers”)?

 

Pretendemos ilustrar de forma muito simples quem está por trás das corretoras online de fraudes internacionais.

 

Portanto, não estamos falando das corretoras de valores e distribuidoras de títulos e valores mobiliários cadastradas na CVM ou Analistas Financeiros ou Agentes Autônomos de Investimento (AAI) homologados pela ANBIMA.

 

Aqui não há espaço para estelionato intelectual ou subversão aos princípios de livre iniciativa e livre mercado: Montax Inteligência está falando das corretoras fraudulentas online e off-line, no Brasil e no exterior.

 

E alertando que atualmente existe um fenômeno de fraude em massa praticado por organizações criminosas transnacionais pela Internet, uma pandemia de pirâmides financeiras.

 

São corretoras de valores que existem somente no ambiente virtual, não têm sala comercial e sua sede fiscal é, geralmente, uma caixa postal de um escritório de advocacia ou firma de contabilidade em um Paraíso Fiscal.

 

Os Corretores se apresentam como “Analistas”, não têm telefone fixo senão perfil no WhatsApp e telefonam para os investidores e Traders de telefones VoIP (voz sobre IP, telefone de Internet, de difícil localização e rastreamento).

 

Eles geralmente são cidadãos do Brasil que te telefonam que qualquer lugar do planeta.

 

Podem estar na África ou do seu lado. O fato é que desligam o telefone ou bloqueiam suas ligações tão logo você percebe o golpe, para de realizar aportes para as contas bancárias de empresas de cobrança ou meios de pagamento do Brasil e começa a pedir seu dinheiro de volta.

 

Chamamos essa fase de “negação”, em que a vítima percebe que caiu em um golpe, mas, tem a esperança de que a corretora online de fraudes internacionais vai devolver seu dinheiro…

 

 

Como saber se a corretora online é fraudulenta?

 

As principais características de uma corretora de valores online fraudulenta são:

 

  • Corretoras são descobertas em pop-ups, banners ou anúncios no Google, Facebook e Instagram
  • Exploram a imagem de ricos e famosos e contam “o segredo” do sucesso financeiro deles
  • Corretoras têm menos de 1 ano (o que não é nada para quem pede para custodiar seu dinheiro)
  • Corretoras não têm endereço físico e sua sede é meramente fiscal e não recebe clientes
  • Analistas não têm telefones comuns senão VoIP
  • Corretoras usam plataformas de investimento registradas em nome de outra Corretora
  • Analistas oferecem sempre produtos da moda como Bitcoin, Mercado Forex e Opções Binárias
  • “Analistas” não têm nome completo, não informam CPF nem tampouco têm perfil no LinkedIn
  • “Brokers” estranhamente não têm contas bancárias em seu próprio nome (lavagem de dinheiro?)
  • Contas bancárias para pagamentos geralmente são de empresas do interior do País (ligam da “Austrália” mas pedem para realizar pagamentos em favor de empresa de Anápolis???!!!)
  • Analistas Vendedores prometem retornos muito acima da média, bônus e presentes sofisticados como iPhones ao Trader ou investidor que trouxer “mais pessoas” (mais dinheiro, ele quer dizer).

 

Quanto maior a quantidade dessas características e eventos acima listados, maior a chance de você, Trader ou investidor, estar sendo vítima de um golpe (“scam”).

 

Faça uma Due Diligence, devidas diligências para saber com quem está se relacionando de fato, qual sua capacidade econômica, histórico de negócios e pagamentos, se são conhecidos do mercado ou novatos aventureiros, se costumam honrar com a palavra emprenhada etc.

 

Dica importante: Coloque o nome da empresa no Google ao lado das expressões “fraude” ou “golpe” ou “scam” (golpe em Inglês) e veja os comentários dos usuários.

 

E não custa nada consultar o ranking da Corretora no ReclameAQUI.

 

Apesar de fraudulentas, as Corretoras online piratas são muito bem estruturadas e constituídas sobre 3 pilares básicos:

 

 

1- Esconderijo de ativos em carteiras digitais (wallets) ou contas bancárias em nome de holdings patrimoniais ou interpostas pessoas (“laranjas”) e de empresas offshore em Paraísos Fiscais;
2- Marketing digital por meio de sites registrados em Provedores de Internet de propriedade da organização criminosa ou com inconformidade do registro e anúncios online com palavras-chave de investimentos que estão na moda;
3- Marketing multinível telemático por telefones VoIP de Vendedores agressivos ao estilo “O Lobo de Wall Street” e elevadas comissões para clientes que indicam novos investidores.

 

 

Esse sistema financeiro permite aos fraudadores escapar de leis fiscais e da polícia, enquanto que o marketing digital no Google e nas redes sociais apoiado em imagens de pessoas ricas e famosas atinge grande número de vítimas para arrecadar muito dinheiro em pouco tempo.

 

Para entender melhor a situação jurídica e de compliance de uma empresa ou sócios, para evitar cair em armadilhas ou tentar recuperar o dinheiro roubado, os investidores e Traders e eventuais vítimas de corretoras online fraudulentas podem realizar um curso online de

 

Inteligência Financeira – Due Diligence, Pesquisa de Bens & Compliance de Prevenção a Lavagem de Dinheiro – Roteiro de Proteção e Recuperação de Ativos.

 

Clique no banner que se segue para acessar agora mesmo o seu Manual:

 

 

 

Por que Traders de Bitcoin, Mercado Forex e Opções Binárias?

 

Por que Pitbulls atacam mais que Dobermanns? Porque o Pitbull é o cão da moda, a raça de cães que tem mais exemplares porque atualmente é a mais vendida. Se você tem mais de 40 anos de idade sabe que outras raças de cães já foram consideradas “malditas” pela imprensa, como o Fila Brasileiro, Dobermann e Rotweiller.

 

Esses não pararam de atacar… Pararam de nascer porque pararam de vender…

 

Na economia e nas indústrias, acontece a mesma coisa: Pessoas e organizações se dirigem para onde existem tendências de mercado.

 

É o velho princípio “follow the money”, que serve tanto para investigadores de crimes financeiros quanto para empreendedores e vendedores.

 

Na indústria das fraudes ocorre a mesma coisa: Fraudadores perceberam que

 

a) o dinheiro está na Internet;

b) o dinheiro está saindo da poupança e caminhando em direção à renda variável;

c) Traders e investidores de Internet não ligam para Due Diligence, Pesquisa de Bens & Compliance de Prevenção a Lavagem de Dinheiro; e

d) Bitcoin, Mercado Forex e Opções Binárias são os investimentos da moda entre Traders, entre formadores de opinião e arrecadadores de dinheiro de familiares e amigos.

 

O alvo agora é o dinheiro de famílias de classe média, não institucionais. Dinheiro de vítimas que geralmente não podem pagar Advogados criminalistas internacionais.

 

Daí os fraudadores demoram mais para ser identificados, ter suas contas bloqueadas, sites congelados ou serem presos.

 

Na verdade, as vítimas são tão ingênuas e estão tão fissuradas em receber retorno sobre o investimento (ROI) de “10% ao mês” – ou ainda, Traders novatos muito empolgados com a nova profissão – que esquecem de pedir o CPF do Analista ou de indagá-lo “por que uma corretora tão importante não tem uma conta bancária em sua razão social/CNPJ ou nome/CPF dos sócios?

 

Daqui a pouco os investimentos mudam, entra outro investimento da moda (ouro?) e os fraudadores colocam no ar um novo site da melhor corretora de valores online da última semana.

 

Traders iniciantes são otimistas e relaxam com Due diligence (diligências investigatórias) acerca de corretoras online e outros negócios com promessas de ganhos muito acima da média do mercado.

 

 

O que fazer em caso de fraude?

 

A solução em casos de fraude internacional não é fácil (na verdade, é a mais difícil).

 

Empresas de Inteligência & Investigações corporativas como a Pinkerton, Kroll e Montax Inteligência podem ajudar na identificação e recuperação de ativos financeiros lavados ou ocultados.

 

Escritórios de Advocacia especializados em Direito Penal Econômico podem realizar diligências investigatórias e investigações defensivas (Provimento OAB 188/2018). E com base no resultado das pesquisas e provas, as vítimas devem promover ações legais de recuperação de ativos financeiros como

 

 

a) Sequestro de imóveis, arresto de bens dos fraudadores e outras medidas assecuratórias (artigo 125 e seguintes do Código de Processo Penal), inclusive dos dispositivos eletrônicos onde estariam armazenadas senhas de acesso às carteiras digitais (wallets) de custódia de Bitcoin ou valores em contas bancárias em nome de holdings patrimoniais, empresas offshore, empresas braço-financeiro e interpostas pessoas (“laranjas”);

 

b) Inquérito policial de estelionato (fraude) e outros crimes financeiros como crimes contra a economia popular, sonegação fiscal, “lavagem” ou ocultação de bens, direitos e valores, crimes contra o sistema financeiro nacional como apropriação indébita de valores objeto de “captação, intermediação ou aplicação de recursos financeiros de terceiros, em moeda nacional ou estrangeira, ou a custódia, emissão, distribuição, negociação, intermediação ou administração de valores mobiliários” e evasão de divisas; e

 

c) Ação Civil Pública, com base nas medidas assecuratórias e inquérito policial mencionados, de autoria do Ministério Público, governos, autarquias, empresas públicas e até associações civis.

 

 

IMPORTANTE: Ações Coletivas com base na Lei 8.078/1990 (Código de Defesa do Consumidor) podem não funcionar sem o viés criminal e de economia popular, da prática de crimes financeiros contra o mercado, o Fisco e o sistema financeiro, porque alguns juízes entendem que as vítimas seriam “pequenos investidores” ou “sócios”, e não consumidores hipossuficientes (lado mais fraco) de produtos e serviços ofertados no mercado por grandes players.

 

A ideia por trás disso é o fato de que alguns autores de ações coletivas com base no Direito do Consumidor sabiam dos riscos do investimento e do negócio (eles eram “Traders”, não?); concordaram com a remessa de valores ao exterior; e recrutaram integrantes, geralmente amigos, familiares e colegas de trabalho, para garantir comissões.

 

Em suma, a defesa das corretoras de valores online e diretores das pirâmides financeiras atuais pode alegar que os investidores sabiam que operavam “instrumentos financeiros” extremamente arriscados ou que assinaram contrato de custódia por tempo determinado, ou ainda, que sabiam desde o início que integravam pirâmide financeira e pretendiam retirar investimentos antes do desmoronamento.

 

E porque a prisão dos fraudadores pode encorajá-los a devolver o dinheiro ou delatar outros integrantes do esquema criminoso (“Passarinho só canta na gaiola”, Autor desconhecido).

 

No caso de corretoras online de fraudes internacionais da pandemia de pirâmides financeiras, os crimes financeiros são transnacionais e as vítimas têm que contar com a ajuda do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça.

 

Como na Operação Egypto em que a Polícia Federal conseguiu bloquear quase US$ 24 milhões em cripto-ativos registrados em nome de Corretora dos EUA que oferecia retornos de 15% ao mês a investidores do Brasil.

 

O caminho indicado por Agências de Inteligência Financeira Privada e Escritórios de Advocacia especializados em Direito Penal Econômico não é fácil nem rápido, porém, é o mais assertivo se consideramos que não houve mera infração na relação de consumo, mas, crimes financeiros transnacionais contra pessoas, empresas, o mercado e crime contra a economia popular e crimes contra o sistema financeiro nacional como lavagem de dinheiro e ocultação de bens e evasão de divisas.

 

Crimes financeiros demandam investigações de crimes financeiros, não investigações de infrações do Direito do Consumidor.

 

Muito além do sistema fraudulento revelado no filme “O Lobo de Wall Street“, as corretoras de valores fraudulentas e pirâmides financeiras atuais são globais, online, ontime e full-time e oferecem produtos da moda como plataformas de investimento e treinamento para Traders tipo MetaTrader5 e produtos financeiros alavancados e arriscados como Bitcoin, Mercado Forex e Opções Binárias.

 

 

Quê preciso para a Montax Inteligência analisar meu caso?

 

Para analisar a conveniência e oportunidade de realizar ações de busca, identificação de fraudadores e recuperação de ativos financeiros, Montax Inteligência precisa que a vítima de fraude envie um e-mail para montax@montaxbrasil.com.br de Assunto “NOME DA EMPRESA FRAUDULENTA” e entregando os dados, informações e provas que se seguem:

 

a) Nome completo, CPF, e-mail e telefone móvel da(s) vítima(s);

b) Site ou link que atraiu a vítima para um investimento online;

c) Nome da(s) instituições financeiras, agências e contas bancárias de destino dos valores pagos às corretoras de valores online, com o valor pago, a data e o sistema usado (Swift, TED, DOC, PIX Depósito no caixa etc.), o Nome/CPF ou Razão social/CNPJ do favorecido, bem como os comprovantes de depósito ou transferências bancárias;

d) Nomes, telefones e mensagens de texto e de voz dos “Analistas”;

 

A partir dessas informações e documentos, podemos analisar se vale a pena ativar um caso de Inteligência Financeira.

 

 

Um Manual de Inteligência Financeira da Montax Inteligência. Um roteiro de Busca de Bens que não dependem da Justiça. Um método de Compliance Anti Lavagem de Dinheiro. Um Briefing secreto de Pesquisa de Bens. Um sistema de Recuperação de Ativos Uma lista de links úteis à recuperação de créditos Listagem com aproximadamente 20 sistemas de busca de bens na Justiça (inclusive dados cadastrais das 7 principais empresas de intermediadoras de pagamentos online, onde absurdamente muitos devedores atualmente “lavam” ou ocultam bens).

Conheça nosso método e Manual de Due Diligence de Busca de Bens, Compliance Anti Lavagem de Dinheiro e Recuperação de Ativos clicando AQUI

 

 

 

 

 

 

SOBRE O AUTOR

Marcelo Carvalho de Montalvão é diretor da Montax Inteligência, franquia de Inteligência & Investigações que já auxiliou centenas de escritórios de advocacia e departamentos jurídicos de empresas como PSA Group (Peugeot Citroën), Cyrela, LG Eletronics, Localiza Rent A Car, Sara Lee, Kellog, Tereos, Todeschini, Sonangol Oil & Gas, Chinatex Grains and Oils, Generali Seguros, Estre Ambiental, Magneti Marelli, Banco Pan, BTG Pactual, Banco Alfa, W3 Engenharia, Geowellex e muitas outras marcas.

Especialista em Direito Penal Econômico e solução de crimes financeiros como estelionato (fraude), fraude a credoresfraude à execuçãoevasão de divisas e “lavagem” ou ocultação de bens, direitos e valores.

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